200 anos da Independência no Brasil

Manifestação política, pedido de intervenção militar, luta pela criminalização do comunismo grupos pró monarquia, o presidente da república se vangloriando da sua impotência sexual


Faixa antidemocrática em favor do presidente Jair Bolsonaro durante comemorações do 7 de Setembro, em Brasília — Foto: Afonso Ferreira/TV Globo


A comemoração do 7 de setembro no Brasil ocorre todos os anos em todo canto do país. Em decorrência da pandemia, os desfiles e demais comemorações, o Brasil passou 2 anos sem celebrar a data.


Em 2022, a comemoração foi importante e simbólica pelos 200 anos do grito da Independência. O bicentenário dessa conquista do país, teve vários sentidos, incluindo estratégia eleitoral. Diversos chefes de estados da lusofonia estavam presentes como o presidente de Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau e o secretário da CPLP.


O coração de Dom Pedro, o tal responsável pela data, foi trazido de Portugal e recebido no país com cerimônias comuns a lideranças internacionais. Mas, passou batido e não teve o impacto imaginado.



 

O historiador brasileiro, Bruno de Souza, vê a cena como um marco para a história do país, mas vê como preocupante que a Independência em 1822, partiu de uma elite sem o contato com o povo. Os hábitos coloniais como a escravidão foram mantidos por mais diversas décadas, fazendo o Brasil ser o último país das Américas a tomar essa decisão.


Bruno analisa a data comemorada neste ano como "amarga e fúnebre". O motivo é porque a ideia de patriótica foi deturbada nos últimos 4 anos. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em seu discurso se vangloriou da sua potência sexual. Bizarro. A palavra "imbrochável" foi cantada por ele e seus apoiadores.




Bolsonaro é acusado de fazer campanha eleitoral


O Brasil está em período eleitoral para as votações que ocorrerá em 2 de outubro, por isso diversos partidos de oposição do atual presidente, questionaram o uso desse momento para realizar comícios.


O presidente do Congresso e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, não compareceu ao ato de celebração da data em Brasília. Em entrevista, o senador justificou que a ausência se deu pelo fato de não ter uma certeza de que o momento seria usado para manifestação política.


“Considero que temos que valorizar o mais importante: o 7 de setembro esse ano é especial. Deve haver o compromisso de todos de reconhecer a importância da data. Como estamos num processo eleitoral, as manifestações acabam misturando o dever cívico e o aspecto político. E essa divisão tem que ficar clara, até porque a data não pertence a um grupo ou a um partido. Essa clareza é importante que todos tenham”, afirmou.





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