• Josianny Furtado

Aquecimento Global


Aquecimento global

O efeito estufa é um fenômeno atmosférico de ordem natural capaz de garantir que a Terra seja habitável. Esse efeito é responsável por manter a temperatura média do planeta, de forma que o calor não seja totalmente irradiado de volta ao espaço, mantendo, portanto, a Terra aquecida e evitando que a temperatura não baixe drasticamente.

No entanto, devido a alta concentração de GEE na atmosfera, o efeito estufa é potencializado, causando assim o AQUECIMENTO GLOBAL. Aquecimento global refere-se ao aumento das temperaturas atmosféricas e oceânicas a nível mundial, que traz consequências graves para o meio ambiente para sobrevivência humana.

São diversas e complexas as consequências do AQ e causam impactos irreversíveis a humanidade:


- Degelo de massas glaciais

O derretimento do geleiras também tem suas próprias consequências: a redução do albedo — a percentagem de radiação solar que a superfície terrestre reflete ou devolve para a atmosfera —, o aumento global do nível do mar ou a liberação de grandes “colunas” de metano são apenas algumas delas. Todas, no entanto, são dramáticas para o planeta.


- Inundações de ilhas e cidades costeiras

De acordo do Painel Intergovernamental sobre a Mudanças Climáticas, durante o período de 1901 e 2010, o nível médio global do mar subiu 19 centímetros. Estima-se que, no ano de 2100, o nível do mar ficará entre 15 e 90 centímetros mais alto do que o atual e ameaçará 92 milhões de pessoas.

- Furacões mais devastadores

A intensificação do efeito estufa não provoca esses eventos climáticos extremos, mas aumenta sua intensidade. As formações de furacões têm a ver com a temperatura do mar — só se formam sobre águas que têm, pelo menos, uma temperatura de 26,51ºC.


-Migrações de espécies

Muitas espécies animais serão obrigadas a migrar para sobreviverem às mudanças dos principais padrões climáticos alterados pelo aumento progressivo das temperaturas. O ser humano também terá que se deslocar: de acordo com o Banco Mundial, em 2050, o número de pessoas obrigadas a fugir de suas terras por conta das secas extremas ou inundações violentas poderá chegar aos 140 milhões.


- Desertificação de áreas férteis.

O aquecimento global tem um impacto profundo nos processos de degradação do solo e favorece a desertificação de zonas do planeta, um fenômeno que acaba com todo o potencial biológico das regiões afetadas, transformando-as em terrenos inférteis e improdutivos. Conforme reconhecido pela ONU no Dia Mundial de Combate à Desertificação em 2018, 30% das terras estão degradadas e perderam seu valor real.

- Impacto na agricultura e na pecuária

O aquecimento global já alterou a duração da estação de crescimento em grande parte do planeta. Da mesma forma, as variações das temperaturas e das estações influenciam na proliferação de insetos, plantas invasoras e doenças que poderão afetar as colheitas. O mesmo acontece com a pecuária: as mudanças climáticas afetam diretamente as principais espécies de várias formas: reprodução, metabolismo, saúde etc.

O AQ também afeta diretamente a saúde humana por meio da:


- Escassez de alimentos

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirma que as mudanças climáticas estão levantando sérias dúvidas quanto à disponibilidade de alimentos. Em seu último relatório bienal sobre o estado mundial da agricultura e da alimentação, a FAO alerta para o fato de que uma queda na produção agrícola causará escassez de alimentos, afetando mais gravemente a África Subsaariana e a Ásia meridional.


- Propagação de doenças e pandemias

Além dos problemas provocados diretamente pela contaminação, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que o aquecimento global fará com que doenças infeciosas — como malária, cólera ou dengue — se propaguem para muitas outras zonas do planeta. Por outro lado, o calor extremo aumentará e agravará os problemas cardiovasculares e respiratórios.


Conclusão

As questões relacionadas com as alterações climáticas têm tido uma influência crescente na sociedade atual. De facto, a extensão, gravidade e os impactes resultantes das catástrofes ditas “naturais” estão intimamente associados às opções estratégicas de desenvolvimento e ao estilo de vida insustentável das sociedades modernas.


Muito para além das negociações internacionais, existe um importante trabalho doméstico a realizar. E cabe a todos nós, individualmente, questionar os nossos padrões de vida para adotar comportamentos sustentáveis, não apenas para o ambiente, mas também para a sobrevivência da Humanidade.

Existe uma longa lista de medidas mitigadoras e de adaptação que devem ser adotadas por cada cidadão, nomeadamente: a contenção e o uso racional de energia (optar por tecnologias mais eficientes, não desperdiçar energia – boas práticas energéticas); aproveitar a energia de fontes alternativas; preferir os transportes mais eficientes e mais limpos; reduzir, reutilizar e reciclar (3R), e; mudar alguns hábitos que visem a minimização de desperdícios.


A Terra é a única casa de que dispomos e é essencial preservar os recursos que ela nos oferece. Esta é, não apenas uma tarefa, mas também um desígnio de todos e de cada um. Sermos utilizadores conscientes e racionais dos recursos disponíveis é a chave, quer para o desenvolvimento sustentável, quer para a diminuição de GEE emitidos para a atmosfera, e é este o desafio que o aquecimento global nos deixa em mãos, a nós enquanto cidadãos.


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